quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A posição correta de uma árvore torta



“Um dia, diante da velha árvore torta, um pinheiro todo vergado pelo tempo, o sábio de uma aldeia ofereceu a sua própria casa para aquele discípulo que “conseguisse ver o pinheiro na posição correta. Todos se aproximaram e ficaram pensando na possibilidade de ganhar a casa e o prestígio, mas como seria “enxergar o pinheiro na posição correta”? O mesmo era tão torto que a pessoa candidata ao prêmio teria que ser no mínimo contorcionista.

Ninguém ganhou o prêmio e o velho sábio explicou ao povo ansioso, que ver aquela árvore em sua posição correta era “vê-la como uma árvore torta”. Só isso
Nós temos em nós, esse jeito, essa mania de querer “consertar as coisas, as pessoas, e tudo mais” de acordo com a nossa visão pessoal. Quando olhamos para uma árvore torta é extremamente importante enxergá-la como árvore torta, sem querer endireitá-la, pois é assim que ela é. Se você tentar “endireitar” a velha árvore torta, ela vai rachar e morrer, por isso é fundamental aceitá-la como ela é.
 
Nos relacionamentos é comum um criar no outro expectativas próprias, esperar que o outro faça aquilo que ele “sonha” e não o que o outro pode oferecer. Sofremos antecipadamente por criarmos expectativas que não estão alcance dos outros.  Porque temos essa visão de “consertar” o que achamos errado. Se tentássemos enxergar as coisas como elas realmente são, muito sofrimento seria poupado.
 
Os pais sofreriam menos com os seus filhos, pois conhecendo-os, não colocariam expectativas que são suas, na vida dos mesmos, gerando crianças doentes, frustradas, rebeldes e até vazias.
Tente, pelo menos tente, ver as pessoas como elas realmente são, pare de imaginar como elas deveriam ser, ou tentar consertá-las da maneira que você acha melhor. O torto pode ser a melhor forma de uma árvore crescer.
 
Não crie mais dificuldades no seu relacionamento, se vemos as coisas como elas são, muitos dos nossos problemas deixam de existir, sem mágoas, sem brigas, sem ressentimentos.
 
E para terminar, olhe para você mesmo com os “olhos de ver” e enxergue as possibilidades, as coisas que você ainda pode fazer e não fez. Pode ser que a sua árvore seja torta aos olhos das outras pessoas, mas pode ser a mais frutífera, a mais bonita, a mais perfumada da região, e isso, não depende de mais ninguém para acontecer, depende só de você. “Autor desconhecido

Para refletir:  olhamos sempre para as árvores dos outros, mas e você: você conhece a sua árvore? Você aceita a sua árvore? “Quando me aceito como sou, posso então mudar” Carl Rogers. A minha árvore é a única que posso transformar, mas, também, no seu tempo olhando suas possibilidades e reconhecendo seus REAIS LIMITES.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Resiliência

Os resilientes são aquelas pessoas que passam por dificuldades, como todo mundo, só que a reação deles não é igual a de todo mundo.  Com eles a coisa é diferente. Por mais fortes e traumáticas que sejam as dificuldades, eles superam. Somos repletos de desafios e situações cotidianas, tais como: término de relacionamentos, perda de emprego, morte de entes queridos, doenças, conflitos interpessoais, traumas, aposentadoria, mudanças, desastres, entre tantos dos quais nos vemos obrigados a nos reconstruir. São nesses momentos que precisamos ser resilientes e reagir quando passamos por uma situação de estresse, tendo a capacidade de retornar ao estado normal, após sofrer grande pressão. É um atributo da personalidade que pode ser desenvolvido.
Administrar as emoções, controlar os impulsos, ter otimismo são habilidades de se manter sereno diante de um problema. Um dos fatores de maior importância é o apoio, é o acolhimento feito por outras pessoas, e que pode ser também o terapeuta, o psicólogo que vai te ajudar a desenvolver a sua autoestima e autoconfiança.
O desenvolvimento da resiliência começa pelo aceitar o desafio, onde se reconhece a existência do problema e também se percebe que existem soluções. Desenvolvendo e aprendendo a ser resiliente você aprende a confrontar as situações, enfrentar as tensões, ter desenvoltura, de cada experiência você faz um aprendizado positivo. Ao invés de focar no problema, foca na solução. É uma conquista pessoal. Saibam que temos uma capacidade de renovação eterna, podemos melhorar sempre!! É só saber como usar essa capacidade. É treino. O tempo é agora, não há tempo para paralisar, revoltar, inconformar, acomodar, deprimir!!!  Não é à toa que você cresce mais como ser humano justamente nos momentos de dificuldade! Desenvolva resiliência porque uma pessoa resiliente não se abate com facilidade, não culpa os outros pelos seus fracassos, ela luta. O autoconhecimento é a base para qualquer mudança de vida e a ajuda de um psicólogo facilita esse processo.
A felicidade como já mencionou um grande autor  não é a ausência de problemas. A ausência de problemas é o tédio.

É possível desenvolver, lapidar, aprimorar nossa resiliência. Carlos Drummond de Andrade escreveu: "A dor é inevitável. O sofrimento é opcional."                                                        Ana Tereza Veloso - Psicóloga

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Dia 27 de Agosto: Dia do Psicólogo!



Hoje, dia 27 de Agosto, comemoramos no Brasil, o dia do Psicólogo. Através da Lei 4.119/64, nossa profissão foi regulamentada nesta mesma data no ano de 1964.

Sim, temos apenas 50 anos de profissão no país. Uma profissão nova, mas importantíssima. Nova e, talvez por isso, cheia de mitos e fantasias errôneas, de que só os “loucos” ou doentes mentais precisem de acompanhamento terapêutico. Ainda bem que estamos conseguindo quebrar esses estigmas e preconceitos ao longo dos anos!

Por definição, cabe da ao Psicólogo "estudar os fenômenos da mente e do comportamento do homem com o objetivo de orientar os indivíduos a enfrentar suas dificuldades emocionais e ajudá-los a encontrar o equilíbrio entre a razão e a emoção".

Procurar um Psicólogo é importante quando nos deparamos em situações difíceis, como luto, separações, traumas, doenças, medos, dificuldades nos relacionamentos interpessoais, comportamentos agressivos ou inadequados, dificuldades escolares, estresse, entre outros.

Quando alguém busca a ajuda de um Psicólogo e inicia-se um processo terapêutico, abre-se a oportunidade de trabalhar o autoconhecimento, ampliar a percepção dos comportamentos utilizados até então, observar as relações familiares e os padrões de funcionamentos adotados pelos membros da família. Dessa forma, além de se trabalhar com os sintomas e problemas, podemos também trabalhar com o fortalecimento de relações sadias e mais adequadas ao nosso bem-estar.

Existem várias abordagens teóricas e formas de trabalhar nesta rica profissão. Assim como existe em cada canto de cada cidade, alguém que precise de um apoio, de uma escuta especializada para conseguir visualizar novas saídas e soluções para as situações enfrentadas. 

Portanto, se você está precisando de um Psicólogo, não deixe para amanhã! O quanto antes você começar o seu caminho ao autoconhecimento e novos aprendizados, mais rápido você se sentirá aliviado e conhecedor de si mesmo. A equipe do NASS está a sua disposição para te atender!


Texto: Fernanda Baldi
Psicóloga e Psicoterapeuta do NASS 


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

"O nascimento de uma criança na família iniciará uma relação daqueles que protegem com aquele que precisa ser cuidado e protegido. Os filhos pequenos precisam ser protegidos e os pais precisam desempenhar este papel de protetores. Mas, à medida que os filhos vão crescendo, haverá a necessidade de mudar essa relação. Os pais passarão de uma posição mais ativa para uma mais passiva, ou seja, de protetores a consultores para uma função de suporte e apoio. Os filhos de protegidos a consultantes caminham para sua libertação e individualização." Camila Lobato

quinta-feira, 31 de julho de 2014

"Todo jardim começa com uma história de amor, antes que qualquer árvore seja plantada ou um lago construído é preciso que eles tenham nascido dentro da alma.
Quem não planta jardim por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia por eles."
Rubem Alves

terça-feira, 22 de julho de 2014

Laços de amizade


Entrevista concedida ao Jornal Estado de Minas (do dia 20 de julho de 2014) pela coordenadora do NASS.



O Bem Viver conta a história de pessoas que se uniram pela afinidade e pelo prazer de estar juntas

A turma do Petegolo, que existe há 38 anos, é formada por cerca de 30 amigos entre 54 e 79 anos
O que seria da vida sem os amigos? Pode ter certeza de que, na solidão, seria muito mais sem graça. Está comprovado que conviver com pessoas queridas afasta doenças, melhora a autoestima e alegra o dia a dia. O Bem Viver convida você para comemorar o Dia Internacional da Amizade, celebrado hoje, na contramão do mundo corrido: reserve um tempo para cultivar as relações com quem se ama.

Ninguém nasceu para viver sozinho. A psicóloga Fernanda Seabra, do Colégio Conviver e especialista em terapia familiar sistêmica, esclarece que precisamos pertencer a um grupo desde o momento em que nascemos e somos acolhidos pela nossa família. Com o tempo, passamos a nos agrupar por afinidade. “Os inimigos têm os nossos defeitos e os amigos, as nossas características, por isso eles são o espelho da nossa alma. Com a amizade vamos atrair pessoas que se parecem com a gente e têm em comum os mesmos planos, vontades e desejos”, diz.

A realidade, no entanto, é cruel. São tantas as tarefas para cumprir em um curto tempo que faltam oportunidades para encontrar os amigos. Afinal, manter as relações em dia exige dedicação. “Mas na hora em que passamos um momento de dificuldade, se não tivermos estabelecido uma rede de apoio e alimentado nossas relações vamos sofrer sozinhos. Os vínculos nos dão suporte”, pondera. Por isso, a psicóloga sugere criar o hábito de cultivar as amizades, nem que seja com um telefonema. Nenhuma relação vai ter futuro, se não for cuidada.

Todas as quintas-feiras, o pediatra Jamil Nahass, de 74 anos, deixa o consultório para encontrar amigos de longa data, todos integrantes do grupo Petegolo. Eles jogam peteca e depois jantam no Pampulha Iate Clube, em Belo Horizonte, enquanto batem papo e se divertem. “A maior motivação para estar com os amigos é o aconchego. Às vezes você sai com um problema do consultório e, quando chega lá, com todo mundo falando ao mesmo tempo, em cinco minutos está numa ótima. Parece que fez terapia de um ano”, brinca. “Se não fosse o compromisso, pelo menos meia dúzia estaria em casa deprimido e cheio de dor.” Hoje, quase 30 homens fazem parte do grupo, entre 54 e 79 anos. 

As regras para entrar no Petegolo são claras: o candidato tem que passar primeiro pela avaliação do chefe e depois deve pagar um jantar para todos os integrantes. Antes de ser oficialmente integrado ao grupo, ele permanece em período de experiência por três meses. “Também tem que jogar peteca no mesmo nível. Se jogar mal, a turma o encosta até recuperar a forma”, informa o pediatra. E mais, mulher não entra. Há quase quatro décadas, Jamil conquistou seu lugar no Petegolo cozinhando deliciosos pratos árabes e assumiu a função de fiscalizar a saúde dos velhos amigos. “Fico coordenando a saúde de todos. Não deixo comer demais, não deixo engordar nem abusar da bebida.”

De fato, ficar isolado aumenta as chances de depressão. Mais um motivo para estreitar as relações com os amigos. “Saber que o outro se interessa por mim e me considera alimenta a vontade de viver e o desejo de sair de casa. Isso nos mantém vivos”, afirma Fernanda Seabra. A amizade também pode ser usada a favor da saúde, assim como ocorre no Petegolo. Por que não convidar um amigo para ser companheiro de atividade física? Há quem se sente mais motivado para se exercitar quando está acompanhado. “É um momento de cuidar do corpo, se divertir e conversar. A pessoa volta para casa muito mais relaxada e com uma sensação de prazer. Pode até ser que os problemas não se resolvam, mas o fato de ser ouvido por uma pessoa de quem se gosta tem efeito terapêutico”, diz a especialista.

COMPANHIA
O professor Ronaldo Lemos Botrel, de 61, não tem dúvida de que a atividade física fica muito melhor com companhia. Ele é um dos integrantes mais antigos do grupo Corredores da Bandeirantes (Corban), em referência ao nome da avenida onde ocorrem os encontros diários, sempre no início da manhã. A preguiça e o cansaço são deixados de lado quando Ronaldo lembra como é bom conviver com os amigos que, assim como ele, gostam de correr. “Como temos afinidades, sai muita risada, casos engraçados e brincadeiras. Além de fazer a prática da corrida, desfrutamos de momentos agradáveis”, comenta.

Em mais de 30 anos surgiram vários amigos que ainda estão presentes na vida de Ronaldo. O professor, que também é maratonista, ressalta que a longa preparação para as provas acaba contribuindo para criar laços de amizade entre os competidores. “A corrida é o que nos motiva a encontrar e conviver, e em razão disso muitas amizades são consolidadas.” 

FONTE: Estado de Minas 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

O que prevalece na sua relação: laços ou nós amorosos?

É muito comum relacionamentos em que um dos parceiros ou os dois estabelecem um tipo de relação de controle e de manipulação, isso passa a ser um combinado entre o casal: “eu te controlo e você me controla; eu deixo você me controlar, mas eu também vou te controlar”. Pronto. O casal acha que é uma tentativa de manter um cada vez mais próximo do outro. Engano. Este tipo de relacionamento é formado por nós aprisionadores.

Cada vez mais os casais vêm gastando suas energias para controlar o outro e acreditam que isto é a solução de todos os problemas. Hoje em dia com celulares que você consegue vê a outra pessoa e com acessos infinitos às redes sociais os casais ficam presos a controlar um ao outro e deixam de lado a possibilidade de está com o outro sob a construção de laços amorosos, em que não há necessidade de cobranças. Deixam de cuidar da intimidade e se tornam detetives, onde as pistas estão do lado de fora( facebook, stagran...). Cuidam do externo e esqueçam do interno( amor, cumplicidade, privacidade, cuidado, respeito). Um lindo casal nas redes sociais e na intimidade?

Camila Lobato - Psicoterapeuta do NASS