quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Dia 27 de Agosto: Dia do Psicólogo!



Hoje, dia 27 de Agosto, comemoramos no Brasil, o dia do Psicólogo. Através da Lei 4.119/64, nossa profissão foi regulamentada nesta mesma data no ano de 1964.

Sim, temos apenas 50 anos de profissão no país. Uma profissão nova, mas importantíssima. Nova e, talvez por isso, cheia de mitos e fantasias errôneas, de que só os “loucos” ou doentes mentais precisem de acompanhamento terapêutico. Ainda bem que estamos conseguindo quebrar esses estigmas e preconceitos ao longo dos anos!

Por definição, cabe da ao Psicólogo "estudar os fenômenos da mente e do comportamento do homem com o objetivo de orientar os indivíduos a enfrentar suas dificuldades emocionais e ajudá-los a encontrar o equilíbrio entre a razão e a emoção".

Procurar um Psicólogo é importante quando nos deparamos em situações difíceis, como luto, separações, traumas, doenças, medos, dificuldades nos relacionamentos interpessoais, comportamentos agressivos ou inadequados, dificuldades escolares, estresse, entre outros.

Quando alguém busca a ajuda de um Psicólogo e inicia-se um processo terapêutico, abre-se a oportunidade de trabalhar o autoconhecimento, ampliar a percepção dos comportamentos utilizados até então, observar as relações familiares e os padrões de funcionamentos adotados pelos membros da família. Dessa forma, além de se trabalhar com os sintomas e problemas, podemos também trabalhar com o fortalecimento de relações sadias e mais adequadas ao nosso bem-estar.

Existem várias abordagens teóricas e formas de trabalhar nesta rica profissão. Assim como existe em cada canto de cada cidade, alguém que precise de um apoio, de uma escuta especializada para conseguir visualizar novas saídas e soluções para as situações enfrentadas. 

Portanto, se você está precisando de um Psicólogo, não deixe para amanhã! O quanto antes você começar o seu caminho ao autoconhecimento e novos aprendizados, mais rápido você se sentirá aliviado e conhecedor de si mesmo. A equipe do NASS está a sua disposição para te atender!


Texto: Fernanda Baldi
Psicóloga e Psicoterapeuta do NASS 


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

"O nascimento de uma criança na família iniciará uma relação daqueles que protegem com aquele que precisa ser cuidado e protegido. Os filhos pequenos precisam ser protegidos e os pais precisam desempenhar este papel de protetores. Mas, à medida que os filhos vão crescendo, haverá a necessidade de mudar essa relação. Os pais passarão de uma posição mais ativa para uma mais passiva, ou seja, de protetores a consultores para uma função de suporte e apoio. Os filhos de protegidos a consultantes caminham para sua libertação e individualização." Camila Lobato

quinta-feira, 31 de julho de 2014

"Todo jardim começa com uma história de amor, antes que qualquer árvore seja plantada ou um lago construído é preciso que eles tenham nascido dentro da alma.
Quem não planta jardim por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia por eles."
Rubem Alves

terça-feira, 22 de julho de 2014

Laços de amizade


Entrevista concedida ao Jornal Estado de Minas (do dia 20 de julho de 2014) pela coordenadora do NASS.



O Bem Viver conta a história de pessoas que se uniram pela afinidade e pelo prazer de estar juntas

A turma do Petegolo, que existe há 38 anos, é formada por cerca de 30 amigos entre 54 e 79 anos
O que seria da vida sem os amigos? Pode ter certeza de que, na solidão, seria muito mais sem graça. Está comprovado que conviver com pessoas queridas afasta doenças, melhora a autoestima e alegra o dia a dia. O Bem Viver convida você para comemorar o Dia Internacional da Amizade, celebrado hoje, na contramão do mundo corrido: reserve um tempo para cultivar as relações com quem se ama.

Ninguém nasceu para viver sozinho. A psicóloga Fernanda Seabra, do Colégio Conviver e especialista em terapia familiar sistêmica, esclarece que precisamos pertencer a um grupo desde o momento em que nascemos e somos acolhidos pela nossa família. Com o tempo, passamos a nos agrupar por afinidade. “Os inimigos têm os nossos defeitos e os amigos, as nossas características, por isso eles são o espelho da nossa alma. Com a amizade vamos atrair pessoas que se parecem com a gente e têm em comum os mesmos planos, vontades e desejos”, diz.

A realidade, no entanto, é cruel. São tantas as tarefas para cumprir em um curto tempo que faltam oportunidades para encontrar os amigos. Afinal, manter as relações em dia exige dedicação. “Mas na hora em que passamos um momento de dificuldade, se não tivermos estabelecido uma rede de apoio e alimentado nossas relações vamos sofrer sozinhos. Os vínculos nos dão suporte”, pondera. Por isso, a psicóloga sugere criar o hábito de cultivar as amizades, nem que seja com um telefonema. Nenhuma relação vai ter futuro, se não for cuidada.

Todas as quintas-feiras, o pediatra Jamil Nahass, de 74 anos, deixa o consultório para encontrar amigos de longa data, todos integrantes do grupo Petegolo. Eles jogam peteca e depois jantam no Pampulha Iate Clube, em Belo Horizonte, enquanto batem papo e se divertem. “A maior motivação para estar com os amigos é o aconchego. Às vezes você sai com um problema do consultório e, quando chega lá, com todo mundo falando ao mesmo tempo, em cinco minutos está numa ótima. Parece que fez terapia de um ano”, brinca. “Se não fosse o compromisso, pelo menos meia dúzia estaria em casa deprimido e cheio de dor.” Hoje, quase 30 homens fazem parte do grupo, entre 54 e 79 anos. 

As regras para entrar no Petegolo são claras: o candidato tem que passar primeiro pela avaliação do chefe e depois deve pagar um jantar para todos os integrantes. Antes de ser oficialmente integrado ao grupo, ele permanece em período de experiência por três meses. “Também tem que jogar peteca no mesmo nível. Se jogar mal, a turma o encosta até recuperar a forma”, informa o pediatra. E mais, mulher não entra. Há quase quatro décadas, Jamil conquistou seu lugar no Petegolo cozinhando deliciosos pratos árabes e assumiu a função de fiscalizar a saúde dos velhos amigos. “Fico coordenando a saúde de todos. Não deixo comer demais, não deixo engordar nem abusar da bebida.”

De fato, ficar isolado aumenta as chances de depressão. Mais um motivo para estreitar as relações com os amigos. “Saber que o outro se interessa por mim e me considera alimenta a vontade de viver e o desejo de sair de casa. Isso nos mantém vivos”, afirma Fernanda Seabra. A amizade também pode ser usada a favor da saúde, assim como ocorre no Petegolo. Por que não convidar um amigo para ser companheiro de atividade física? Há quem se sente mais motivado para se exercitar quando está acompanhado. “É um momento de cuidar do corpo, se divertir e conversar. A pessoa volta para casa muito mais relaxada e com uma sensação de prazer. Pode até ser que os problemas não se resolvam, mas o fato de ser ouvido por uma pessoa de quem se gosta tem efeito terapêutico”, diz a especialista.

COMPANHIA
O professor Ronaldo Lemos Botrel, de 61, não tem dúvida de que a atividade física fica muito melhor com companhia. Ele é um dos integrantes mais antigos do grupo Corredores da Bandeirantes (Corban), em referência ao nome da avenida onde ocorrem os encontros diários, sempre no início da manhã. A preguiça e o cansaço são deixados de lado quando Ronaldo lembra como é bom conviver com os amigos que, assim como ele, gostam de correr. “Como temos afinidades, sai muita risada, casos engraçados e brincadeiras. Além de fazer a prática da corrida, desfrutamos de momentos agradáveis”, comenta.

Em mais de 30 anos surgiram vários amigos que ainda estão presentes na vida de Ronaldo. O professor, que também é maratonista, ressalta que a longa preparação para as provas acaba contribuindo para criar laços de amizade entre os competidores. “A corrida é o que nos motiva a encontrar e conviver, e em razão disso muitas amizades são consolidadas.” 

FONTE: Estado de Minas 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

O que prevalece na sua relação: laços ou nós amorosos?

É muito comum relacionamentos em que um dos parceiros ou os dois estabelecem um tipo de relação de controle e de manipulação, isso passa a ser um combinado entre o casal: “eu te controlo e você me controla; eu deixo você me controlar, mas eu também vou te controlar”. Pronto. O casal acha que é uma tentativa de manter um cada vez mais próximo do outro. Engano. Este tipo de relacionamento é formado por nós aprisionadores.

Cada vez mais os casais vêm gastando suas energias para controlar o outro e acreditam que isto é a solução de todos os problemas. Hoje em dia com celulares que você consegue vê a outra pessoa e com acessos infinitos às redes sociais os casais ficam presos a controlar um ao outro e deixam de lado a possibilidade de está com o outro sob a construção de laços amorosos, em que não há necessidade de cobranças. Deixam de cuidar da intimidade e se tornam detetives, onde as pistas estão do lado de fora( facebook, stagran...). Cuidam do externo e esqueçam do interno( amor, cumplicidade, privacidade, cuidado, respeito). Um lindo casal nas redes sociais e na intimidade?

Camila Lobato - Psicoterapeuta do NASS

sábado, 7 de junho de 2014

Reflexão sobre o amor... 
 

"Gaste seu amor. Usufrua-o até o fim. Enfrente os bons e os maus momentos, passe por tudo que tiver que passar, não se economize. Sinta todos os sabores que o amor tem, desde o adocicado do início até o amargo do fim, mas não saia da história na metade. Amores precisam dar a volta ao redor de si mesmo, fechando o próprio ciclo. Isso é que libera a gente para ser feliz de novo."   
                                                                                                                                  Martha Medeiros

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Bater ou corrigir?

O Projeto de Lei da Palmada nos trouxe a oportunidade de revermos um assunto bastante delicado, o bater como forma de educar. A agressão é um método questionável e que tem se mostrado pouco eficaz ao longo do tempo. É preciso entender que bater em um filho com a pretensão de educá-lo ou corrigi-lo é um engano, já que está apenas a serviço da descarga de tensão de quem pratica a violência. O ato de bater reforça, sem dúvida, o autoritarismo e sadismo do mais forte sobre o mais fraco. Humilhar, xingar ou gritar, além de colaborar para que as crianças cresçam com medo e a autoestima prejudicada, nos afastam delas. Quando os pais gritam com a criança demonstram muito mais desequilíbrio do que autoridade.
A velha tática de contar até dez antes de tomar uma atitude drástica opera milagres e ajuda a esfriar a cabeça. Quando bem posicionados no seu papel de pai e mãe não precisam usar de violência para corrigir erros ou evitar reincidências dos filhos. Por isso, é necessário sempre explicar a diferença entre o “certo” e o “errado”, usar bem e equilibrar as palavras e criar condições para ela saber antecipar os efeitos de seus atos e poder refleti-los depois.
É preciso lembrar que filhos demandam tempo, atenção, carinho, paciência e que milagres não existem. A alternativa é procurar sempre manter um diálogo, dar atenção, ter paciência e carinho explicando os porquês do não e do sim. É claro que pais perfeitos e educação perfeita não existem, por isso, não se sinta culpado se não conseguiu ter a melhor atitude do mundo com seu filho. Mas se você estiver disposto a sempre procurar melhorar as formas de relacionar-se com seus filhos, isto com certeza é o melhor que você poderá dar. Ter paciência, não gritar, respeitar os desejos e necessidades da criança, ouvindo o que ela tem a dizer e procurando estabelecer limites através de uma forma alternativa ao bater, é mais difícil e menos prático, mas com certeza construirá uma relação de respeito mútuo e amizade para sempre. Violência gera violência. Amor gera amor.  

                                                              Ana Tereza Veloso -Psicóloga