O que prevalece na sua relação: laços ou nós amorosos?
É muito comum relacionamentos em que um dos parceiros ou os dois
estabelecem um tipo de relação de controle e de manipulação, isso passa a
ser um combinado entre o casal: “eu te controlo e você me controla; eu
deixo você me controlar, mas eu também vou te controlar”. Pronto. O
casal acha que é uma tentativa de manter um cada vez mais próximo do outro. Engano. Este tipo de relacionamento é formado por nós aprisionadores.
Cada vez mais os casais vêm gastando suas energias para controlar o
outro e acreditam que isto é a solução de todos os problemas. Hoje em
dia com celulares que você consegue vê a outra pessoa e com acessos
infinitos às redes sociais os casais ficam presos a controlar um ao
outro e deixam de lado a possibilidade de está com o outro sob a
construção de laços amorosos, em que não há necessidade de cobranças.
Deixam de cuidar da intimidade e se tornam detetives, onde as pistas
estão do lado de fora( facebook, stagran...). Cuidam do externo e
esqueçam do interno( amor, cumplicidade, privacidade, cuidado,
respeito). Um lindo casal nas redes sociais e na intimidade?
Camila Lobato - Psicoterapeuta do NASS
quarta-feira, 18 de junho de 2014
sábado, 7 de junho de 2014
Reflexão sobre o amor...
"Gaste
seu amor. Usufrua-o até o fim. Enfrente os bons e os maus momentos,
passe por tudo que tiver que passar, não se economize. Sinta todos os
sabores que o amor tem, desde o adocicado do início até o amargo do fim,
mas não saia da história na metade. Amores precisam dar a volta ao
redor de si mesmo, fechando o próprio ciclo. Isso é que libera a gente
para ser feliz de novo."
Martha Medeirossexta-feira, 30 de maio de 2014
Bater ou corrigir?
O Projeto de Lei da Palmada nos trouxe a
oportunidade de revermos um assunto bastante delicado, o bater como forma de
educar. A agressão é um método questionável e que tem se mostrado pouco eficaz
ao longo do tempo. É
preciso entender que bater em um filho com a pretensão de educá-lo ou
corrigi-lo é um engano, já que está apenas a serviço da descarga de tensão de
quem pratica a violência. O ato de bater reforça, sem dúvida, o autoritarismo e
sadismo do mais forte sobre o mais fraco. Humilhar, xingar ou gritar, além de
colaborar para que as crianças cresçam com medo e a autoestima prejudicada, nos
afastam delas. Quando os pais gritam com a criança demonstram muito mais
desequilíbrio do que autoridade.
A velha tática de contar até dez antes de tomar uma atitude
drástica opera milagres e ajuda a esfriar a cabeça. Quando bem posicionados no seu papel de pai e mãe
não precisam usar de violência para corrigir erros ou evitar reincidências dos
filhos. Por isso, é necessário sempre explicar a diferença entre o “certo” e o
“errado”, usar bem e equilibrar as palavras e criar condições para ela saber
antecipar os efeitos de seus atos e poder refleti-los depois.
É preciso lembrar que filhos
demandam tempo, atenção, carinho, paciência e que milagres não existem. A
alternativa é procurar sempre manter um diálogo, dar atenção, ter paciência e
carinho explicando os porquês do não e do sim. É claro que pais perfeitos e
educação perfeita não existem, por isso, não se sinta culpado se não conseguiu
ter a melhor atitude do mundo com seu filho. Mas se você estiver disposto a
sempre procurar melhorar as formas de relacionar-se com seus filhos, isto com
certeza é o melhor que você poderá dar. Ter paciência, não gritar, respeitar os
desejos e necessidades da criança, ouvindo o que ela tem a dizer e procurando
estabelecer limites através de uma forma alternativa ao bater, é mais difícil e
menos prático, mas com certeza construirá uma relação de respeito mútuo e
amizade para sempre. Violência gera violência. Amor gera amor.
Ana Tereza Veloso -Psicóloga
sexta-feira, 23 de maio de 2014
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Filme: A Vida em Preto e Branco
O filme nos mostra através de David e sua irmã Jennifer a realidade de “Pleasantville”, um seriado em preto e branco dos anos 50 onde tudo era muito agradável. Os irmãos entraram para este seriado a partir de uma briga pela posse do controle-remoto, até o mesmo estragar. Neste momento um estranho técnico de televisão vai até a casa deles passando um novo controle; quando eles apertam este novo controle são levados magicamente para dentro de Pleasantville e lá se tornam Bud (David) e Mary-Sue (Jennifer) - dois personagens da série.
David já conhecia o seriado, por isso
não achou muito estranho como a sua irmã naquele lugar, onde todos viviam em
plena felicidade, mas não tinha sexo, ninguém nunca precisava ir ao banheiro, as
páginas dos livros não tinha nada escrito, ninguém tinha noção do que era chuva
(quando apareceu ficaram horrorizados), nada tinha cor (tudo em preto e branco)
e ainda, bombeiros serviam para apanhar gatos nas ruas, fogo não era conhecido.
Uma realidade diferente para os irmãos.
Contudo, com cada transformação os
habitantes foram descobrindo uma nova forma de viver. Um mundo colorido. Isso
foi o suficiente para começar a se instalar um grande conflito na cidade entre
aqueles que estavam disponíveis a se adaptarem às mudanças e aqueles que eram
conservadoras e tentavam impedir tais transformações.
O filme, através desta metáfora de uma cidade pacata e a chegada do novo e do diferente levado pelos irmãos, nos mostra uma grande realidade vivida por todos nós, seres humanos, que é a dificuldade/medo de encarar as mudanças e como muitos de nós preferimos ficar com aquilo que é familiar, pois é o que conhecemos. É mais fácil criticar/rejeitar o estranho do que conhece-lo, mas o que não sabemos é que “ a entrada do novo é a única coisa capaz de transformar você, não há outro meio de transformação. Se você deixar que o novo entre, você nunca mais será o mesmo”( Curso Zélia Nascimento). No novo temos possibilidades. Tente compreender o surgimento do novo. O velho é repetitivo, chato, monótono.Texto: Camila Lobato
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Raízes
“O enraizamento é talvez a necessidade mais importante e mais desconhecida da alma humana. É uma das mais difíceis de definir. O ser humano tem uma raiz por sua participação real, ativa e natural na existência de uma coletividade que conserva vivos certos tesouros do passado e certos pressentimentos do futuro.”
Simone Weil
Saber onde estão as raízes de cada indivíduo, como ali chegaram a brotar e de que precisam para continuar a nutrir a grande estrutura humana pode levar o ser com maior criatividade e vitalidade ao destino querido.
Da história herdada começa a germinação particular. E, assim, antes de começarmos a falar de um ‘eu’, estamos imersos em uma cultura que nos é dada, uma tradição que é passada e um legado que é deixado pelos nossos genitores. Podemos, portanto, nos sentir abençoados ou amaldiçoados de acordo com o que recebemos, sujeitos a uma grande dificuldade de permitir a iluminação de toda a história para que realmente a raiz lançada possa se fixar. Em alguns momentos, tendemos a exaltar certos aspectos e configurá-los numa verdade absoluta e perfeita; em outros, a omitir aqueles que nos causam maior desconforto, vergonha, culpa ou ira; e ainda tem aqueles em que buscamos nos fortalecer por nós mesmos, com uma negação absoluta de tudo aquilo que foi transmitido.
Em qualquer dessas ocasiões, corremos o risco de não estabelecermos um contato com o todo, com o real, que se configura nessa tensão constante entre determinado e indeterminado, finito e infinito, conhecido e desconhecido... e, no caso específico, naquilo que nos foi dado e para onde queremos ir. Se vamos rumo ao desconhecido, que é o nosso futuro, temos de estar no presente, com uma participação ativa, e isso se dá a partir da bagagem do passado e da projeção para o tempo além. Caso contrário, podemos não partir do presente, mas neste ficarmos presos, passivos e sujeitados às circunstâncias imediatas, com poucas possibilidades de novas construções e em deixar um legado reestruturado a ser sempre reconfigurado pelas próximas gerações.
E é preciso ressaltar que estamos sendo treinados a viver na contemporaneidade de maneira muito contígua às reações, àquilo que acontece no exato momento, sujeitos a sermos derrubados na mais leve chuva ou ressequidos diante de um sol um pouco mais forte. Na sociedade líquido-moderna de Bauman[1], tudo fica fluido e pouco sustentado e, ao invés de orientarmos para o rumo que queremos na vida, nos esforçamos desesperadamente na manutenção desta a qualquer custo, com a tendência a exigir a satisfação imediata dos mais rasos desejos e em nos afirmamos nas mais breves condições.
Quando deixamos a nossa história sob a luz, isto é, a partir do momento que a tomamos com clareza, abertura e respeito, por mais difícil ou assombrosa que seja, as nossas raízes sabem onde estão fincadas e o fortalecimento da nossa árvore diante das adversidades vividas pode ser estabelecido, com condições ainda de seguir ao encontro do céu. Precisamos retomar sempre a nossa história, fazer um esforço de trazê-la para a lembrança, pois como nos diz Elie Wiesel, lembrar “é viver em mais de um mundo, impedir que o passado se desvaneça e chamar o futuro para iluminá-lo”.
Como somente lembramos no presente, aqui estar é ancorar naquilo que nos chegou para ajudar na nossa sustentação. Falar sobre a lembrança possibilita-nos uma certa análise e, se ainda estivermos diante de uma companhia real quando narramos a nossa história, existe a condição necessária para uma observação desta sobre outros pontos de vista. Podemos deixar a posição de aceitação ou recusa cegas para o esforço de acolhimento. Apropriamo-nos da nossa história, nos reerguemos e vemos para onde queremos levar o nosso destino: a participação ativa se instaura e uma escolha própria diante daquilo que a vida nos propõe encontra condições de ser feita.
Desse modo, com o acolhimento daquilo que recebemos, nos fortalecemos e podemos partir para um desenvolvimento, com a proposta daquilo que queremos ver na vida e no mundo: o compromisso global com a existência[2] é possibilitado!
[1] BAUMAN, Zygmunt. Sociólogo polonês, professor emérito na Universidade de Leeds. Publicou vários livros, entre eles Amor Líquido, Globalização: as Conseqüências Humanas e Vidas Desperdiçadas.
[2] GIUSSANI, L. O Senso Religioso. Trad. P. A. E. Oliveira. Brasília: Universa, 2009. p. 64.
Por: Janine Araujo
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Para refletir...
"Mesmo quando tudo parece desabar,
cabe a mim decidir entre rir ou chorar,
ir ou ficar, desistir ou lutar;
porque descobri, no caminho incerto da vida,
que o mais importante é o DECIDIR."
Cora Coralina
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