segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

AMOR, RESPEITO E LIBERDADE


"Aquilo que é do outro, e faz parte do outro, só pode ser transformado pelo outro e será compreendido e aceito por mim, dentro dos meus limites.

Posso falar ao outro como me sinto em relação ao que ele faz ou diz.
Mas não tenho o poder de controlar o que ele faz ou diz.
Não posso afirmar: "aquilo que você fez ou disse me feriu".

Eu é que me feri com aquilo que o outro fez ou disse.

Sou dono das minhas emoções, sensações e sentimentos.
Sou dono das minhas atitudes, pensamentos e palavras.
Não é coerente dizer que fiz algo com alguém só porque alguém fez outra coisa comigo primeiro.

Agindo assim sou apenas resposta e eco. É mais valioso optar por agir ao invés de apenas reagir.

É mais sensato perceber que sou senhor das minhas ações, e se faço ou fiz algo sou o grande responsável por isso.
Reconheço que as rédeas do meu destino estão em minhas mãos.
E me recuso a segurar as rédeas do destino do outro.
Busco o amor em sua mais bela expressão.

E por isso abro mão de querer ter o controle sobre a vida do outro.

Quero amar com liberdade.
Quero amar com plenitude.
Quero amar antes de tudo porque é bom amar."

(Kali Mascarenhas - Terapeuta, Conferencista e Consultor Master
Practtioner e Trainer em PNL - Salvador/BA)

Postado por: Camila Lobato

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

NÃO, FILHO, NÃO, NÃO E NÃO


Dias desses, buscando minhas filhas na escola, presenciei uma grande birra de uma criança do maternal, possivelmente com dois ou três anos. A criança não aceitava sentar no banco traseiro do carro e dotada de uma saudável garganta irritava a todos que passavam pelo estacionamento. Para encurtar a narrativa, o carro partiu com a mãe dirigindo, a criança no banco do passageiro e a avó no banco traseiro do carro. A cena pode ser diversificada pelos atores ou pelo espaço mas o final muito me preocupa: por que a grande maioria dos pais não consegue dizer não aos filhos? Por que cada vez mais, crianças em idades tão prematuras manipulam todo o contexto familiar?
Parece-me que para muitos pais frustrar momentaneamente os filhos é sinônimo de fazer filhos infelizes. Será que estar sorrindo sempre, em todos os momentos, satisfeitos por seus desejos atendidos é sinal de felicidade? Será que os pais acreditam que é papel dos pais “dar” felicidade? Pode ser alguém responsável pela felicidade de outro? Por que é tão difícil estabelecer limites aos filhos mesmo que ainda bebês? Será que essa mãe que não consegue colocar o filho de dois anos no banco traseiro do carro vai conseguir livrá-lo das drogas aos treze? Será que muitos pais presenteiam seus filhos em exagero, tantos brinquedos, tantos equipamentos, tantas roupas e calçados, pensando que isso os farão felizes? Será que o sorriso de uma criança que acaba de ganhar o centésimo brinquedo é sinal de felicidade? Será que é por isso que muitos pais diante de um possível fracasso escolar dos filhos, adiam seus compromissos pessoais para colocar o material do filho em dia, buscam professoras particulares que trabalhem arduamente nas vésperas de provas ou ainda telefonam para a escola dizendo que o pobrezinho está com febre e não poderá comparecer à avaliação?
Ver o filho chorando, gritando, esperneando, emburrado, triste, ou mesmo de carinha fechada após ter algum pedido negado pelos pais pode ser dolorido demais para alguns pais que se sentem causadores de dor ou tristeza. Negar, colocar um limite, apresentar a justiça, a realidade social, parece ser dramático demais para aqueles que acreditam que “dão” felicidade. Não seria mais justo pensarmos que o papel dos pais não é “dar” felicidade mas sim criar condições para que seus filhos sejam felizes? Uma infância cercada de equilíbrio, amor, educação, saúde, segurança, alimentação, justiça, valores, limites, religião, cria condições para a que a felicidade se concretize. Nesse sentido, os pais são os provedores de grande parte das condições para o equilíbrio, sobre as quais, cada indivíduo, dotado de livre arbítrio, escolherá o seu caminho.
Os filhos precisam enfrentar desafios, desejar, sonhar, frustrar-se, vencer barreiras e etapas, conquistar. Isso os fará capazes e seguros. Um filho que se frustra e luta para conquistar seu desejo é como um carro com o tanque cheio de combustível, vai longe. Só que para encher o tanque é preciso uma parada, uma pausa para reabastecimento. A auto-estima é o tanque cheio de combustível.
Freqüentemente oriento pais e avós quanto o uso das expressões “coitadinho” ou “judiação”. Não conheço “coitadinhos” que tenham alcançado equilíbrio ou sucesso. Coitadinho é dependente, frágil, depressivo e incapaz. Filho precisa de amor mas de amor inteligente. Filho precisa de colo mas de colo saudável. Filho precisa de pais presentes, de orientações, de referenciais. Filho precisa saber que é filho e não o chefe da casa!Filho precisa ouvir “não” e se entristecer por um instante para que possa sorrir por uma vida. Feliz é aquele que sabe crescer, mudar, lutar, adaptar, aprender e vencer diante de um “não” da vida.Felicidade possui aquele que diante de um “não” da vida passa a pensar diferente, passa a ver com outros olhos, passa a andar com outras pernas. A vida não nos poupa e ninguém melhor do ela para nos ensinar!
Texto: Adriane Albuquerque Cirelli - Pedagoga, Psicopedagoga Clínica e Hospitalar.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

CADA UM TEM DE CARREGAR O PRÓPRIO FARDO


Uma das grandes verdades espirituais é : cada pessoa deve conseguir a sua própria salvação pessoal.Quando uma pessoa de quem você gosta está com problemas, você pode se aproximar para auxiliar na sua cura, mas depois de um certo ponto você não poderá fazer mais nada.Por mais que seja o seu amor, você não pode carregar o fardo de outra pessoa.
O que você tem a fazer quando alguém que você ama está sofrendo?
Em primeiro lugar, afirme que há um propósito por detrás dessa experiência.Saiba que a alma tem alguma lição importante a aprender, o que será de grande valor para essa pessoa.
Em segundo lugar, apesar de não poder intervir diretamente, suas preces e seus pensamentos positivos fazem muita diferença.Visualize o seu amigo cercado de luz e de amor.Esse tipo de cura age diretamente no nível da alma e não encontra resistência por parte da mente consciente.
Finalmente saiba que a proteção Divina está presente.
As forças de luz estão sempre á disposição de quem pede ajuda.Em ultima análise, nenhuma alma pode se perder, todos os que pedem serão guiados á segurança de sua morada espiritual.
AFIRMAÇÕES:
1.Eu assumo a responsabilidade pela minha própria vida.
2.Permito que os outros assumam a responsabilidade pelas suas vidas.
3. Todas as coisas estão agindo em conjunto para o bem na vida das pessoas que amo.
4. Dou aos outros, liberdade para descobrir e seguir os seus próprios caminhos.
5. Livro-me da necessidade de fazer os outros agirem conforme as minhas expextativas.
6.Qual a sua própria afirmação?

( Fonte : Texto trabalhado durante o curso intensivo Trabalhando com Casal e Família - Jaqueline de Cássia -2011)
Nádila Walter - Psicoterapeuta de Família e Casal

terça-feira, 10 de julho de 2012

PARA AMAR E SER AMADO

Amar e ser amado: anseio dos que podem se entregar a este “luxo” ou, simplesmente, necessidade vital? Eu ousaria apostar na necessidade vital, ainda que tantas pessoas, ao longo de toda a história, pouco ou nada experimentam deste tão forte e delicioso sentimento. É ele que nos humaniza. É a sua ausência que nos torna rudes, hostis, simultaneamente frágeis e perigosos.
Quando nasce um bebê, estamos diante de um enorme ponto de interrogação. Aí está ele, com sua bagagem genética a sugerir tendências e limites, e com uma identidade registrada e reconhecida (ou não) pela família e em cartório. Não sabemos o que lhe reserva o futuro, “quem” ele virá a ser e como haverá de viver a sua vida, pois, para constituir-se e desenvolver-se “como pessoa”, ele depende dos estímulos e das oportunidades que receber. De como é ou deixa de ser amado. Em casos desfavoráveis, desumaniza-se, ou nem chega a se humanizar.
Somos quem somos devido a uma série de oportunidades que, desde o berço, a vida nos oferece. Passo a passo, aprendemos a nos defender da dor, a suportá-la, a buscar o prazer, a trilhar caminhos que nos dão a certeza de que viver é muito bom. Nada disso, porém, é linear, nada disso é fácil. Só que, além de reconhecermos a complexidade da vida, alguns de nós temos o dom de complicar as coisas mais simples, de buscar a felicidade onde ela não está e de projetar as frustrações em possíveis culpados, ao invés de assumirmos a responsabilidade sobre nossas escolhas. 
Amar e ser amado penso que seria o natural, como uma boa semente que germina e se desenvolve em solo fértil e em clima favorável. O que é próprio da natureza viva, porém, necessita que sejam cumpridas algumas pré-condições para atingir o mais pleno esplendor. Muito do que somos e vivemos está diretamente vinculado a heranças que vêm sendo repassadas de geração a geração. Nem por isso é válido nos colocarmos no papel de devedores, vítimas ou vingadores. Afinal, o modo como administramos nossas possibilidades faz toda a diferença e, se é verdade que, sendo amados aprendemos a amar, também é verdade que, amando, teremos como retorno o fato de sermos verdadeiramente amados.
Este, enfim, é o tema central desta coluna: “Para amar e ser amado”, cujo próximo encontro será sobre “E por falar em bebês”, tendo como objetivo repensarmos nossa história pessoal e como ela pode influenciar em nossas histórias de amor e em nossa sexualidade.

Autora: Iara Camarata Anton

* Iara Camaratta Anton é psicóloga, psicoterapeuta individual e de casais. Escritora, autora dos livros “A Escolha do Cônjuge – um entendimento sistêmico e Psicodinâmico”; “Homem e Mulher – Seus vínculos secretos”; "Cegonha à Vista! E agora, o que vai ser de mim?...”; “O casal diante do espelho. Psicoterapia de Casal – teoria e técnica”. Site: www.iaracamaratta.com.br.

sexta-feira, 15 de junho de 2012


MUDANÇAS...

Que maravilha se pudéssemos mudar na pessoa que a gente ama tudo aquilo que a gente não gosta nela. Mas sabemos bem: se acaso a gente tivesse esse poder, assim que a pessoa mudasse nós desistiríamos dela, pois já não a reconheceríamos como aquele ser imperfeito por quem nos apaixonamos delirantemente.

Pois mesmo a gente estando careca de saber da nossa impossibilidade de transformar nossos queridos imperfeitos em bonequinhos obedientes, seguimos tentando mudá-los. Queremos porque queremos que eles se adaptem ao nosso jeito. Desejamos que nosso namorado seja mais animado, que não seja tão pessimista, que deixe de fumar, que perca a mania de dormir no cinema e que enriqueça o vocabulário, que anda abaixo da linha da pobreza. E ela? Putz, poderia ser mais pontual, ser menos mandona, não ser tão fixada em dinheiro, relaxar e usar umas lingeries mais provocantes: calcinha branca todo dia enjoa!

Você pode mudar seu jeito de ser. Eu posso mudar meu jeito de ser. Não para agradarmos aos outros, mas para sermos mais tolerantes com os defeitos alheios. Eu disse defeitos? Ah, essa mania de rotular as diferenças. Os outros, esses alienígenas, apenas levam a vida num ritmo diferente do nosso, são apegados a outros valores, vieram de outras famílias, foram criados com códigos que a gente desconhece, e é a soma desses fatores que fazem com que eles durmam no cinema ou elas usem lingerie branca ou seja lá o que for que eles fazem que irrita tanto você. Acredite, não é nada pessoal.

Concordamos então que não é possível mudar a carga genética de alguém e muito menos suas manias. Logo, poupe suas energias e mude você. Não é preciso radicalizar, mude apenas uma coisinha: pare de se estressar e aceite as pessoas do jeito que elas são. Ou caia fora. Mudar por sua causa eles não vão. Podem até tentar, e conseguir por algumas semanas, mas quem sai aos seus não degenera. Serão para sempre eles mesmos.
(Martha Medeiros)

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Sabemos da grande importância da escolha profissional. Muito cedo os adolescentes escolhem o que querem ser no futuro, como querem ser vistos numa sociedade altamente competitiva e que valoriza bastante o trabalho. Quando estamos conhecendo uma pessoa além do nome e onde mora vem a pergunta: O que você faz? As vezes esta pergunta vem antes de muitas outras.

A Escolha profissional faz parte de uma etapa da vida da pessoa que esta escolhendo a sua profissão, mas também de toda a familia deste. Existe um movimento familiar.
Não escolhemos a nossa profissão atoa, esta escolha como tantas outras em nossas vidas tem ligação direta com os nossos modelos familiares que vão nos levar a grandes reflexões, questionamentos e avaliação das nossas habilidades.

A Escolha profissional não responde, apenas, as expectativas pessoais, mas, também, e muito as familiares. Existem forças, muitas vezes, ou sempre, não claras, que podemos chamar de MITOS, que nos conduzem a determinadas escolhas a partir da nossa estrutura familiar e das nossas relações dentro das nossas familias. Fazemos igual ou diferente nas nossas escolhas, não importa, mas não é atoa.

Somos partes de cada membro de nossa familia. Somos fruto de um contexto de relações em que um influencia o outro a todo momento, seja para repetir ou fazer muito diferente. Mas engano nosso é achar que é facil fazer muito diferente.

Um exemplo disso que estou dizendo sobre as escolhas profissionais: " Suzana, uma jovem vestibulanda diz: "Na minha familia tudo é muito junto, nós sempre estamos nos agradando e cuidando um do outro". Ela decidiu ser assistente social, profissão essa com pautas determinadas de ajuda e cuidado" Livro: Família e Mitos.

Perto do Dia 1 de Maio em que comemoramos o Dia do Trabalho vale refletir: Que função a minha escolha profissional tem na minha vida? Que ligação tem com a minha história familiar? Qual o sentido que minha familia dá ao trabalho?
Camila Lobato

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Filhos nos Conflitos Conjugais

Hoje todos os terapeutas de família estão de acordo com a idéia de que o casal é o arquiteto da família.

Então quando os arquitetos resolvem balançar a estrutura dessa construção, que é a família, o que acontece? Todas as peças vão balançar, assim é inevitável que os filhos e toda a família percebam e sintam os conflitos conjugais, mas, ao mesmo tempo, podem existir formas e cuidados para minimizar e proteger os filhos contra estes efeitos negativos.

A primeira forma é cada um dos cônjuges terem consciência dos seus sentimentos sobre o outro para não transferir para os filhos. É necessário os pais trabalharem as emoções no seu casamento e não deixar o conflito conjugal interferir na função de pais. As responsabilidades do casal são diferentes das de pais e ter consciência de cada uma é de fundamental importância.

A segunda forma é não usar os filhos como arma nos conflitos do casal. Um exemplo disso é usar das dificuldades, sintomas ou habilidades do filho como forma de culpar um dos parceiros.  Deixar os filhos envolver nas brigas e dificuldades do casal não é um bom álibi, não é do departamento deles e eles não tem o dever de cuidar e decidir coisas que dizem respeito aos pais. Se os filhos presenciam brigas dos pais é importante deixar claro para eles que seus pais estão passando por conflitos e dificuldades, mas que faz parte da relação e poderá contribuir para o crescimento de ambos. Isso é compartilhar com os filhos as dificuldades do casal, em que o casal deixa claro quais são suas emoções para os filhos e não, detalhes sobre o que cada um dos parceiros fizeram. Fazer isso é uma forma de ensinar os filhos que qualquer relação é permeada por altos e baixos e não para colocá-los como juízes da situação, do lado da mãe ou do pai. 

Além disso, é importante compartilhar com os filhos, também, momentos de alegria e harmonia entre o casal, assim esses vão aprender a lidar e perceber que a vida é feita de bons e maus momentos.
A terceira forma de cuidado com os filhos em meio os conflitos conjugais é favorecer outras redes de apoio as crianças com um maior contato com os avôs, colegas, programas que agradem os filhos, não para esconder a crise dos mesmos, mas para evitar um stress maior.  Eles não estão no centro do conflito, mas não conseguem fugir das suas conseqüências.

É importante os pais terem o cuidado de não culpar os filhos pelas dificuldades do casal. Mais uma vez deixo uma dica: é necessário separar as funções de pai e mãe das do casal, porque é essa situação que poderá contribuir para o filho ter algum sintoma, adoecer, usar drogas e outras questões mais. Os filhos adoecem para ter pais e não para unir um homem a uma mulher. Eles pedem, na verdade, muitas vezes, é o retorno de pai e mãe, não do casal.

Texto: Camila R Lobato